Perguntei antes de decidir
Antes de mexer no organigrama, apliquei um questionário de 26 perguntas às onze pessoas que faziam o trabalho todos os dias: o que bloqueia, o que se atropela, onde a comunicação falha. A primeira reunião foi tensa e cheia de acusações cruzadas. Foi também a mais útil: o mapa dos problemas saiu dali, não de uma consultora.
Dividi atividades grandes em atividades pequenas
Um âmbito demasiado largo não é sinal de equipa polivalente. É sinal de prioridade mal definida. Redesenhei as funções em blocos mais pequenos: um responsável só pelo agendamento, quatro pela carga sadia, um analista dedicado aos indicadores. Cada pessoa passou a ter uma parcela que cabia no dia de trabalho.
Criei uma equipa que só tratava do que corria mal
Seis pessoas saíram do controlo e formaram uma célula dedicada exclusivamente à carga parada, sem nenhuma outra tarefa a competir pela atenção. E essa célula foi fisicamente para junto do armazém: passaram a ver pela janela o camião a regressar com a carga que não entrou. A distância entre quem decide e quem executa custa dinheiro. Ali via-se o custo no indicador.
Tirei o intermediário da conversa com o cliente
Antes, cada insucesso passava pela área comercial até chegar ao remetente. Cortei o intermediário: a célula de resolução passou a falar diretamente com quem tinha expedido a carga. A área comercial voltou a vender, a resolução ganhou velocidade, e a mercadoria deixou de envelhecer no armazém à espera de que um e-mail fosse respondido.
Medi todos os dias, não todos os meses
O indicador de nível de serviço passou a ser apurado e lido diariamente pela equipa e pela gerência, em vez de fechado no fim do mês, quando já não dá para corrigir nada. Foi isso que permitiu ver a curva inverter-se em abril, três semanas depois de aplicar o projeto, e não em julho.